
Os professores estaduais da Bahia, em greve há 17 dias, realizaram assembleia na manhã desta sexta-feira (27) e decidiram continuar a paralisação. Eles permanecem na Assembleia Legislativa, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador, onde estão acampados há mais de uma semana. Depois do encontro, os grevistas seguiram em caminhada até o prédio da Governadoria, ainda no CAB, para entregar documento que solicita audiência com o governador Jaques Wagner.
Após as últimas declarações do secretário de Educação do Estado, Osvaldo Barreto, que assegurou que “o canal de diálogo nunca foi fechado”, o comando de greve solicitará uma audiência com o governador Jaques Wagner. “Vamos protocolar em pedido de audiência com o governador, já que o governo fica dizendo que o diálogo está aberto, mas não fala nada, não nos procura”, reclamou o presidente da APLB. Enquanto o impasse não é resolvido, estudantes da rede estadual continuam sem aulas e os professores permanecem acampados na AL-BA.
Não haverá reposição de aulas, caso o Estado mantenha a liminar que determina o corte do ponto dos professores, afirmou o presidente da APLB-Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado, Rui Oliveira, durante assembleia da categoria, no CAB (Centro Administrativo da Bahia), nesta sexta, 27. A greve caminha, neste sábado, 28, para o 18º dia, sem que governo e professores ponham fim ao impasse, que tem gerado prejuízo para cerca de 1,5 milhão de estudantes em todo o Estado.
Também nesta sexta, enquanto participava de uma cerimônia de comandantes do 2º Distrito Naval, no Comércio, o governador Jaques Wagner reiterou a posição do governo, de que não há possibilidade de reajustar o salário dos professores da rede pública estadual ao nível do piso nacional, fixado atualmente em 22,22%, sob pena de descumprir o limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal. Fonte: A tarde.


15:48
Itacaré Urgente

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