domingo, 18 de março de 2012

Itacaré: Entre as doze piores prefeitura da Bahia segundo dados da Firjan.

Foto: Studio Tom Almeida
Pelo menos 90% dos municípios baianos não sabem administrar seus recursos financeiros. É o que aponta o Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF), divulgado ontem, pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan). Baseada em dados de 2006 a 2010, a pesquisa afirma que 82 das 374 cidades baianas investigadas estão entre as 500 piores do país um quinto das prefeituras.
Os elevados gastos com pessoal e a dificuldade na administração dos restos a pagar, além dos investimentos reduzidos explicam os péssimos resultados da Bahia, conforme o levantamento. “As médias dos índices de liquidez, gastos com pessoal e investimentos dos municípios baianos indicam uma situação difícil”, diz o relatório. 
No ranking estadual, Itacaré está entre os doze piores do estado na posição 362º dos 374 municípios baianos investigados atrás de Camamu (361º), Itajuípe(355º, Coaraci(350º), Uruçuca(329º), municípios estes com muito menos recursos.Pra se ter uma ideia, dos municípios da Costa do Cacau investigados Itacaré, fica só a frente de Canavieiras que se encontra na posição 371º a quarta pior do estado. E a 45 posições abaixo de Ilhéus com 317º a melhor colocada da Costa do Cacau.(Ver tabela). Itacaré obteve o conceito D (Gestão Crítica) resultados inferiores a 0,4 pontos, muito abaixo dos 0,5393 da média brasileira.
Um dado alarmante e entristecedor para um dos municípios que segundo um dos mais respeitados órgão de impressa mundial, Jornal norte americano The New York Times  foi  apontado como uma dadiva brasileira e com maior  potencial de crescimento do Nordeste(Relembre Aqui) e pois Itacaré na posição 41º entre todos os lugares turísticos do mundo para se visitar no ano de 2008.   
No ranking estadual, entre os 10 melhores desempenhos (ver tabela acima), os municípios se destacaram por ter apresentado elevado nível de investimento: nove dos 10 primeiros colocados tiveram resultados muito próximos à nota máxima (0,8001). Em primeiro lugar no estado e em 68º no ranking nacional, Jaborandi, no oeste da Bahia, foi o único com conceito A, sendo exemplo de sucesso, mesmo com receitas próprias baixas.
Na outra ponta do ranking, entre os 10 piores índices, chamaram atenção os nove zeros no IFGF Liquidez, que foi o caso, por exemplo, de Ibirataia, que ficou com o pior resultado do estado. Além disso, outros sete tiveram zeros no IFGF Gastos com Pessoal, entre eles Ibicaraí e Canavieiras. Os números indicam que em 2010 nove cidades terminaram o ano com mais restos a pagar do que dinheiro em caixa e sete ultrapassaram o limite de 60% da receita líquida. Por sua vez, Salvador também não obteve bom resultado.
OS MELHORES: Jaborandi, a 1.031 quilômetros de Salvador, na região Oeste, é o município melhor avaliado, com índice de 0,8123. No ranking estadual, dez municípios se destacaram apresentaram elevado nível de investimento, nove dos quais se aproximam do conceito A, sendo exemplo de sucesso mesmo com baixas receitas próprias: Alcobaça, Araçás, São Desidério, Lajedinho, Cairu, S. F. do Conde, Medeiros Neto, Barrocas e Lajedão.
OS PIORES – Na outra ponta, entre os 12 piores estão onze que terminaram o exercício de 2010 com mais restos a pagar do que recursos em caixa e sete ultrapassaram o limite prudencial de 60% da receita corrente liquida, além de baixos investimentos. São Felix encabeça a lista, com índice de 0,2044, seguido de Camamu, Itacaré, Caém, Ubatã, Itapé, Floresta Azul, Jitaúna, Canavieiras, Iuiú, Buerarema e Ibirataia.

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