Poderá sofrer atrasos a assinatura da concessão à iniciativa privada do trecho de 475,9 quilômetros da BR-101, entre o acesso ao município de Mucuri, no Extremo-Sul baiano, e a divisa entre o Espírito Santo e o Rio de Janeiro, cujo leilão aconteceu em 18 de janeiro. O motivo é a demora da indicação do número mínimo de diretores da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) necessário à homologação do procedimento licitatório.
A turbulência política entre partidos da base aliada e o governo fez com que há pouco mais de uma semana o plenário do Senado Federal rejeitasse a recondução de Bernardo Figueiredo ao cargo de diretor-geral da agência, após ser indicado pela presidente Dilma Rousseff para um período de mais quatro anos. Foram 36 votos contrários à recondução, 31 a favor e uma abstenção.
Com a saída de Figueiredo, a ANTT ficou com apenas dois diretores. São necessários três para que a agência tome decisões como a homologação da concessão da BR-101.
O leilão de concessão da rodovia teve como vencedor o consórcio liderado pela EcoRodovias. Em teleconferência com analistas na manhã desta sexta-feira, 16, o presidente do grupo, Marcelino Rafart de Seras, confirmou que o processo licitatório deve sofrer atrasos. “Enquanto o Senado Federal não aprove mais um nome, esse processo pode atrasar 10 dias, 15 dias, 30 dias”, afirmou.
Fonte: Itabuna Urgente


12:19
Itacaré Urgente

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